10 Março, 2008

NOMES QUE A MORTE NÃO APAGOU - António Vivaldi - 04/03/1678


Não foram só “As Quatro Estações, que marcam a vida deste grande compositor italiano. Mas foi de facto esta obra que me fez aproximar da música clássica. Ninguém poderá ficar indiferente a semelhantes acordes. Vi uma vez na televisão um concerto protagonizado pelo violinista Nigel Kenedy (meio amalucado) que foi do melhor, vindo a reforçar a minha sensibilidade para este tipo de música.

Mestre do violino, António Vivaldi nasceu a 4 de Março de 1678.
Seu pai era barbeiro e tocava violino na Basílica de San Marco. Foi ele quem ensino o filho, ainda muito novo a tocar o instrumento.
Depois de ter sido padre, aos 25 anos aceitou um trabalho como professor de música num orfanato de raparigas em Veneza.
Pouco se sabe sobre a vida pessoal de Vivaldi. Nunca casou, nem há certezas sobre as suas ligações amorosas. Suspeita-se que manteve um caso romântico com a soprano Anna Giraud, a qual desempenhava o papel principal nas óperas põe ele compostas e era sua companheira das viagens pela Europa.
Na década de 20 do século XVIII, as suas composições musicais estavam espalhadas pela Europa apesar de na cidade natal ser mais conhecido como violinista. Compunha com um estilo genuíno e a sua forma de tocar era furiosa. Muitos eram aqueles que iam a Veneza vê-lo tocar e ouvir as vozes das raparigas do Ospedale della Pietá.
Manteve contacto com a Ópera de S`Ângelo, da qual veio a ser empresário, de 1714 até 1740. Ano em que partiu para Viena.
As composições de Vivaldi foram depressa esquecidas e o seu nome foi poucas vezes mencionado durante 200 anos, para no século XX se tornar num dos mais prestigiados compositores da música clássica. A sua produção musical conta com 80 sonatas, 46 óperas, 23 sinfonias, mais de 400 concertos grossos, cantatas, oratórias e música religiosa. De todos os trabalhos “As Quatro Estações” é o mais famoso.
António Vivaldi morreu num apartamento da cidade de Viena a 28 de Julho de 1741.

Ano da elevação de Arrifana de Sousa a Vila, por D. João V. E era Juiz de Fora de Penafiel (presidente da câmara) Francisco Teixeira da Mota.

Nota: no “Nome Que a Morte não Apagou” dedicado ao pintor Edouard Manet, foi referido por lapso que o pensador António Sérgio tinha falecido em 1833. A verdade é que este ensaísta que nasceu nesse ano e faleceu em 1969. Obrigado pela chamada de atenção.

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